A realidade no fundo do mar!Ecológico!

16:26

Não conseguimos imaginar a gravidade de nossas ações para o meio ambiente. Hoje o Blog "Acesso permitido!Blog do Elcimar' mostra a suja realidade no fundo dos mares. Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha, revelou pela primeira vez a “marca” do homem no fundo da região Nordeste do Oceano Atlântico, e encontrou objetos e substâncias altamente lesivas à vida marinha.

No Brasil não é diferente. Sabemos que dejetos, defensivos agrícolas, redes de arrasto também frequentam as profundezas do mar, mas por aqui as pesquisas para vasculhar o fundo dos oceanos são raridade. E quando a sujeira das atividades humanas se combina com os efeitos do clima, com o aumento de temperatura e o processo de acidificação acelerado das águas, a qualidade de vida sob as ondas piora ainda mais.

Publicada neste mês de Setembro na revista científica PLoS ONE, a área analisada pela pesquisa abrange mais de onze milhões de quilômetros quadrados, sendo 75% dela mais profunda do que 200 metros. Os intrusos que nadam por lá entre peixes, corais e invertebrados são resíduos radioativos (mesmo sendo proibidos), munições e armas químicas. Mas o que marca mesmo a presença humana no fundo do mar são as redes de arrasto utilizadas pela pesca comercial na região, algo também bastante recorrente no Brasil. “A pesca de arrasto é insustentável. Nos Estados Unidos, por exemplo, já existe uma proibição deste tipo de prática a 12 milhas da costa. Aqui temos a pesca de arrasto feita com navios alugados dos japoneses a 600m ou 800m de profundidade. Muitos recifes de corais e outros organismos estão sendo destruídos quando passam essas redes. E maioria deles demora centenas de anos para se recuperar”, alerta Clóvis Castro, professor do Museu Nacional da Universidade Federal do Brasil (UFRJ) e coordenador do projeto Coral Vivo.

Em águas mais rasas, como na faixa litorânea, a ligação continente-oceano revela que a mão do homem leva para os ambientes marinhos um acúmulo de matéria orgânica, nutrientes, e metais-traço. Das bacias dos rios para o deságue na costa saem as consequências de atividades como a agropecuária, os usos urbanos e industriais, mineração, geração de energia hidrelétrica entre outros. “A área costeira brasileira está bastante desgastada. Sedimentos dos rios, esgoto não tratado e matéria orgânica desaguando nas águas do mar geram um excesso de nutrientes. O ambiente marinho passa por um processo de anoxia, ausência de oxigênio e quem sofre são os seus habitantes”, explica o professor Luiz Drude de Lacerda, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Transferência de Materiais Continente-Oceano.

Mais uma vez o homem interfere de maneira errada no meio ambiente.

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