A hora dourada de Sophia e meu Preceptor.

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"Eu gostava dela, realmente! Disso você não precisa duvidar; do resto, talvez! Mas disso não! Eu a amava". Aquelas foram minhas palavras ao pai de Sophia no dia de seu enterro, ao qual chamei de Preceptor, sem razões importantes, apenas o chamei assim. Sophia era loira e estava sempre usando óculos grandes, pretos, de lentes brancas e redondos. Possuía olhos negros como os óculos, uma pele clara como seu cabelo e um sorriso encantador. Preceptor foi o dia mais triste da minha vida, mas não me importo; Sophia viveu muito, mas de maneira importante viveu feliz e bem, o que na minha opinião é o que realmente importa. Sentirei falta dos sorrisos nos finais de tarde, dos reflexos que sol fazia na "Hora dourada", como ela chamava; além das simples e doces palavras que saíam de sua boca macia e avermelhada. Guardei seus melhores momentos comigo e sempre os terei. Sinto-me triste em pensar que pessoas como o pai dela ainda duvidem do amor que sentia por ela, mas irascivelmente não me importo. Afinal Sophia levara consigo a respostas e as razões das preocupações sobre o assunto, além dos momentos que tivera comigo e seus gostos e amores, como a leitura. "Amei Sophia, e isso importava para mim e para ela, agora deixe-me beija-la, não podes me negar isto" eu disse. 

Elcimar Reis. 

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Comentários
2 Comentários

2 mil comentários

  1. Lindo texto ♥ Amo os textos do seu blog,são perfeitos haha!
    Beijos!
    ( Mundo da Laís )

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  2. Pra quem ama de verdade, as barreiras impostas pela vida tornam-se pequenas.

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