Interno.

19:44


Já ouvi algumas vezes, e experimentei inúmeras outras. Fitar-se à uma janela realmente lhe faz pensar, se questionar e refletir sobre sua normalidade, tua visão sobre o mundo exterior, e tua dor, ou a ausência dela, que bate, ou não, em teu peito. A janela assume para ti formas distintas das que assume para mim, e assim, para qualquer outro ser. Conectar-se com o teu "eu" interior, e consequentemente gritar o brado da guerra, que logo se iniciará, não é algo fácil, e muito menos desejado; mas necessário.
Portanto, eu o fiz. "GUERRA". E de modo súbito, as batalhas logo se fizeram presentes; sou uma criança que chora quando está sozinho no quarto, mas que se faz de sorrisos quando vê alguém na janela. Sou amor aos meus ideais, defensor do que acredito, e capaz de sacrificar amizades para manter-se fiel. Sou carisma, sou conversas longas, sou as inúmeras palavras sem fim que lhe faz perder o sono. Sou querer estar perto, mesmo quando não sou desejado. Sou o exagerado
Em seguida, lágrimas. "Tão misterioso é o país das lágrimas.", e concordo, Antoine. Não me conheço, e digo isso me conhecendo o suficiente. Neste paradoxo que se forma aos confrontos internos, é que temos a certeza de que fato estamos nos conhecendo. 
Digo-lhes a respeito da importância de o fazer, de batalhar consigo mesmo, no labirinto que é teu próprio corpo. Faço-me sorrisos, quando necessário, e não duvido que da mesma forma fazem-se muitos por aí. Sendo assim, infiro que muitos também choram na calada fria da noite, e tomam suas próprias conclusões, assim como, eu tomo as minhas. O medo me consome. E a injustiça o acompanha, fria. Permitir escapar das mãos o que mais se ama, por ser, apenas, o que acreditas ser. Não parece-me justiça ou dignidade humana; é uma desonra ao sangue derramado em tua guerra! 

Elcimar Reis.

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