Medo.

10:00

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Quem sou eu? 
Eu sou o medo
Aterrorizado na expectativa 
De uma solidão, medo, medo. 
Abraço a imaginação 
E me vem o medo
De não imaginar-nos à frente
De mãos dadas, sorridentes. 
Fecho os olhos para lembrar 
Dos teus sorrisos, teus encantos,
Mas o tempo, astuto, os leva embora.
E voraz, ele me condena! 
Como um pai que castiga o filho. 
Alia-se à minha imaginação, o tempo.
Joga-me às amarguras do meu ser,
Apenas para deixá-lo feliz, o medo.
Os pássaros que almejam o voo da m'alma,
Me fazem esquecê-lo,
Pois só se teme a perca da posse, 
Quando, certamente, não a possuístes jamais.
Olá! Clamo-te, respondas! Jamais me abandone
Ao pai medo, amargo, solitário. 
Oh medo, medo!

Elcimar Reis. 

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Comentários
8 Comentários

8 mil comentários

  1. Lindoo o poema, adorei, você escreve beeem.
    Beijoos

    http://www.caprichadissimas.com.br/

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  2. Olá!
    Lindo texto, você escreve suuper bem.

    Beijos,
    whoisllara.blogspot.com

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  3. És um moço velho, gosto de tua sensatez. Abraços.

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  4. Poema maravilhosoooooo. Já quero um poema exclusivo para mim kkk. Sério, você arrasa demais, parabéns!
    Abraçoooos*-*

    www.ricknegreiros.com.br

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  5. Eu simplesmente tive que reler, e em voz alta, pois o que você escreveu é profundamente maravilhoso.
    http://letrasfloresecores.blogspot.com.br/

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  6. "Pois só se teme a perca da posse,
    Quando, certamente, não a possuístes jamais."

    Simplesmente incrível Andy! Surpreeendes-me a cada texto. Parabéns! ❤

    O Vendedor de Utopias

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  7. Olá
    Muito bom o texto, sério. Ótimo.
    Beijos.
    Memórias de Leitura - memorias-de-leitura.blogspot.com

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