Conheça o FACE - Festival de Artes Cênicas de Conselheiro Lafaiete - MG.

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Olá queridos leitores! É com muito prazer que lhes escrevo, contando sobre minha última viagem à cidade de Conselheiro Lafaiete - MG, para participar do XVI FACE - Festival de Artes Cênicas. Para que a postagem não ficasse muito longa e cansativa, eu a dividi em pequenas partes. Sendo estas: introdução sobre o festival, introdução sobre a Casa do Teatro, uma pequena lista de alguns espetáculos. Vamos lá? ♥

Conselheiro Lafaiete é uma cidade do interior de Minas Gerais, que de acordo com o IBGE possui atualmente pouco mais de 125 mil habitantes. Se localiza próximo à Ouro Branco, Ouro Preto e Belo Horizonte - MG. 

Há dezesseis anos, a cidade é marcada por um grande evento: o FACE - Festival de Artes Cênicas de Conselheiro Lafaiete. O Festival é uma apologia ao teatro em todas as suas representações. Grupos amadores de Teatro de todo o Estado viajam em Julho para participarem do evento e mostrarem seus espetáculos e atuais trabalhos. Teatro de Rua, Drama, Infantil, Comédia; apresentados em palco, praças, e espaços alternativos fazem da programação do festival um exemplo do quanto a arte pode ser dinâmica e adaptativa às realidades brasileiras. O Coordenador Geral do Festival, Geraldo Lafayette, e todos os membros da Casa do Teatro, não recebem verbas pessoais para fazerem o festival, pois o fazem de modo voluntário. Apenas visando as experiências e fomentação da cultura lafaietense. Sem dúvidas, honroso! Conheça um pouco mais sobre a Casa do Teatro: 

A  Casa do Teatro  de  Conselheiro Lafaiete é uma  instituição  sem  fins lucrativos, que tem como finalidade principal o fomento das Artes, principalmente  o  Teatro. Foi criada em  5 de novembro de 1982 por um grupo de adolescentes e pré-adolescentes,  que através  de trabalhos na igreja e na escola, fundaram o Grupo Colibri. Esta iniciativa cresceu  e  em 1989, houve a necessidade de regulamentação, sendo então, feito o registro oficial  como  instituição.  Em 1999  o  Grupo Colibri tornou-se Casa do Teatro. 

Um  dos  trabalhos de maior destaque da Casa do Teatro  é  a realização do FACE -Festival de Artes Cênicas,  que  neste 2016,  completou 16 anos de realizações.  O evento é o encontro de grupos teatrais  de  todo o país, que trocam experiências, participam de oficinas e principalmente, apresentam-se  nos  palcos  da cidade, distribuindo arte e alegria  a  todos que prestigiam este grande espetáculo.

Sem dúvidas, é honroso o trabalho realizado pela Casa do Teatro em manter vivo o FACE. Na minha cidade, trabalho com teatro, e assim como qualquer outro ator brasileiro, sei o quanto é complicado adaptar nossas expectativas às realidades financeiras que um grupo de teatro vivencia. Meus parabéns à Casa do Teatro pelo honroso compromisso com a arte!

O mais interessante é perceber os números que o festival trouxe consigo este ano. Apenas confirmando o essencial papel da arte e a vitória dos membros da Casa do Teatro em persistirem, e protagonizarem os vencedores nesta luta que é realizar um evento cultural. Foram 50 cidades participantes, 37 grupos de teatro, 400 artistas reunidos, mais de 100 voluntários trabalhando, 53 espetáculos e 05 oficinas de formação artística. Simplesmente... BRAVO! 

Selecionei alguns dos espetáculos que mais ficaram gravados na minha cabeça para contar um pouco pra vocês. Claro que não pude selecionar todos, afinal o festival contou com o total de 53 espetáculos diferentes. Mas aqui estão alguns deles:


O CANDELABRO. 

O Candelabro foi um espetáculo de Drama apresentado na sexta-feira, dia 22 de Julho. Era um monólogo da atriz Ruth Marinho, dirigido por Duzinho Nery. O espetáculo colocava em debate todos os tipos de violência que sofrem as mulheres. Fazendo-nos refletir sobre as consequências que tais atos geram em uma pessoa. O espetáculo ganhou as premiações de "Melhor Atriz" para Ruth Marinho e "Prêmio Especial do Juri" pelo texto original. 


 A FLOR QUE NELE HABITA. 

A flor que nele habita foi um espetáculo da categoria "Espaços Alternativos", mas que tratava de um Drama. Monólogo interpretado pelo ator Matheus Gonçalves, o espetáculo exprimia as dissertações de um homem contando suas particularidades, revelando os diversos lados de visualizar as coisas e situações, que normalmente são tratadas de modo simples em nossa vida cotidiana. 


34

"34" foi um espetáculo da categoria "Espaços Alternativos", mas que em sua concepção exprimia um Drama. É um resultado do trabalho do grupo Insólito da cidade de Teófilo Otoni - MG, dirigido por Mayara Cruz. O espetáculo narrava as histórias vivenciadas por três mulheres encarceradas. Colocando em debate e à crítica de todos, a realidade dos presídios femininos, e como situações simples podem acabar destruindo vidas. De modo sensível, o espetáculo revela emoções ao longo em que vai destrinchando as diversas facetas de uma realidade abandonada aos olhos da sociedade. O elenco é composto por Mayara Cruz, Daniele Souza e Gleicy Mota. O espetáculo recebeu os prêmios de "Melhor Atriz Coadjuvante" pelo trabalho de Daniele Souza e "Melhor Cenário". 


O DESFILE. 

O Desfile foi um espetáculo da categoria "Drama", apresentado no primeiro dia do festival nacional, 20 de Julho, pelo grupo Construção da cidade de Lavras - MG. Dirigido por Ernani Augustus, o espetáculo toca ao sensível de cada um, quando nos mostra um quarto de asilo repleto de histórias, boas risadas e lembranças. Quatro veteranos de guerra discutem sobre suas experiências, e ainda, expectativas quando descobrem sobre um "Desfile" que irá acontecer na cidade. O espetáculo trabalha o lado minimalista da atuação, com pequenos detalhes e sem exageros, nos faz rir, refletir e chorar com diversas perspectivas. O grupo Construção voltou para Lavras com o prêmio de "Melhor Maquiagem" e uma indicação à "Melhor Ator" por Ernani Augustus. 


SE BOBEAR, PIMBA!

E por fim, não poderia deixar de lhes apresentar o meu espetáculo! "Se Bobear, Pimba" foi um espetáculo da categoria "Rua" apresentado na Sexta-feira, dia 22 de Julho. Dirigido por Nazza Amaral, da Cia de Artes Asa do Invento. O espetáculo remonta ao gênero teatral dos "Clowns". Trabalhando um tom mais minimalista e sem exageros, a trama é uma viagem à infância. Encontramos três palhacinhos que estão em busca de novas amizades e comida para matar a fome. O espetáculo ganhou os prêmios de "Melhor Ator Coadjuvante" por Elcimar Reis, "Melhor Atriz Coadjuvante" por Milena Bispo, "Melhor Maquiagem" e alguns indicações como "Melhor Atriz" por Júlia Portugal e "Melhor Direção" por Nazza Amaral. 

Espero que tenha gostado. Visite a página da Casa do Teatro e conheça mais! 

Deixe seu comentário. ♥ 
Elcimar Reis. 

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