Espaço-tempo.

18:00

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O futuro sempre foi incerto. E eu, amedrontado como só, sempre me preocupei e de certa forma o temi. Confesso. É evolutivo reconhecer como o universo de alguém nem sempre é aquele que você imaginava ser. Ou então, estranho seria perceber que tão pouco você conhecia das galáxias do outro ser. Somos complexos. Cada um, dono do seus próprios universos. E se nossa complexidade não bastasse, somos sujeitos ainda à um futuro distante. Que muda. Que anima. Que magoa e que determina. Nos determina. Ao meu futuro, não tenho nada a dizer. Apenas anseio bondades, caridades, e felicidades. Já ao teu, tenho algumas observações a fazer. Futuro deste ser, pense com carinho antes de querer surpreender. Tenha cuidado ao acordá-lo, ou atrapalha-lo no lazer. Aproveite o teu tempo, e o dele também. Caso o questione, e ele devidamente não responder, apenas pense o quanto pequenos gestos já podem lhe esclarecer; ele é cheio de detalhes. Saiba ouvi-lo e apoiá-lo. E nem sempre esteja presente. Dê o devido espaço-tempo. Suma por horas, e apareça de volta. Sempre com novidades, sempre com dinamicidade. E se ele sumir... não o cobre, pois isso faz parte do universo dele; de sorte. Crie pequenos laços. Diários. Ordinários. Simplórios. Coisas para se pensar e para ti ele lembrar. Mostre que teu universo, de sorte, comporta o verbo amar. 

Elcimar Reis. 

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