O Adjetivador.

18:00

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Ele vivia atormentado, complicado e condenado; pois ele o amava, assustado. Era justamente seu amor o tal adjetivador. A conhecida ironia sorria aos fundos, pois sabia que ao amá-lo de volta, o tal amor o condenaria. Aah! Estava preso, nosso herói! Preso e cego pelo amor singelo. Todos gritavam desesperadamente a sua volta, sussurravam-lhe súplicas, apontavam-lhe caminhos. Mas nosso herói, nada ouvia. Pois, percebam! Nem sempre a filantropia seja o melhor caminho. Bem como, nem sempre amar e se doar sejam atos de sabedoria. Ele se perdeu, ou pior, deixou-se perder. Às cegas, ele não via que seu amor mais um adjetivo traria. Ao tal amor condenado, agora ele era apenas um herói fadado. 

Elcimar Reis.

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